De quem era essa voz?

 

 

Nem todos os valores que vives hoje são teus. Este áudio ajuda-te a distinguir.

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De quem era essa voz?
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De quem era essa voz?

 

Não precisas de fechar os olhos, nem de estar em silêncio. Só preciso que fiques aqui, comigo, por quatro minutos.

 

Quero que voltes atrás. Enquanto crescias e descobrias o mundo...

 

Peço-te que revejas o que viste, ouviste e percepcionaste enquanto criança, e depois, enquanto adolescente. O que ouvias e vias sobre o que era ser mulher — o que podias ser, o que devias ser, o que era demasiado ou não era suficiente. E é possível que muito do que fazes hoje, e a forma como o fazes, como decides, como te colocas na lista de prioridades, como investes nos teus objetivos, como tu própria acreditas neles ou não, tenha muito mais a ver com o que viste nessa fase do que com aquilo que é hoje a tua visão de mundo e de ti própria.

 

Talvez tenhas aprendido cedo a ser a filha exemplar, a aluna que nunca dava trabalho. A que se adaptava para não ser demasiado e conseguir caber no que esperavam de ti. E hoje, sem teres decidido, continuas a fazer exactamente o mesmo — a encolheres-te, a moldares-te, para caber.

 

Ou talvez tenhas escolhido uma profissão séria, segura, com futuro. E há anos que definhas, enfiada num escritório de segunda a sexta, enquanto a tua alma sempre foi livre, criativa. Mas alguém — por amor, provavelmente — colocou em ti os seus próprios medos do desconhecido. E esse valor tornou-se teu. E fizeste a escolha "segura" que nunca te fez feliz.

 

Achavas que esses valores eram teus. Não eram. Nunca foram. O que assumiste como "um gosto apenas", era parte da tua identidade, dos teus valores, quem sabe a liberdade, ou a criatividade. E nesse momento, fechaste-o numa gaveta.

 

E é esse desconhecimento — dos teus valores, que podem perfeitamente ser outros do que os que acabei de referir, do que é realmente teu — que te faz sentir, talvez há demasiado tempo, essa desconexão de ti própria. E assim vais vivendo no chamado piloto-automático. Mas esse desconforto tem nome. Viktor Frankl chamou-lhe o vácuo existencial: a sensação de fazeres tudo certo, segundo as regras e valores que herdaste da família e da sociedade — e ainda assim sentires que falta alguma coisa. Como se estivesses a viver uma vida que não é bem tua.

É possível. Não é certo, mas é possível.

 

E se pudesses parar de viver segundo vozes emprestadas? E se pudesses começar a decidir segundo o que é teu — não o que herdaste, não o que temiam por ti ou desejavam para ti, mas o que verdadeiramente importa, para ti?

É esse o primeiro passo.

 

E é para te ajudar a dar esse primeiro passo que quero apresentar-te, agora, um caminho concreto. Chama-se Becoming You — em português, algo como "Tornares-te Tu" — e nasceu exactamente daqui. De ter percebido o quanto tantas mulheres sentem essa desconexão de si próprias por não conhecerem os seus valores essenciais — os seus core values. Este programa é um encontro contigo, estruturado em quatro movimentos, que te leva devagar desde o reconhecimento destes padrões até à reivindicação do que é genuinamente teu. Cada página foi pensada para que não precises de saber, à partida, quais são os teus valores. Só precisas de estar disposta a olhar.

 

E porque este espaço é muito mais sobre sentir do que pensar, criei seis playlists, para te ajudar a entrar no estado ideal que cada movimento te convida — para te acompanharem enquanto escreves, enquanto paras, enquanto voltas a ti. A atmosfera do Becoming You é cuidada ao pormenor, e tenho a certeza de que vais sentir isso em cada página, em cada música.

 

Se alguma coisa do que acabaste de ouvir te tocou, quero que saibas que não precisas de aprender valores novos. Precisas de desenterrar os que já são teus. Sempre foram. É exactamente para isso que existe o Becoming You. Tens tudo o que precisas para o conheceres melhor logo aqui em baixo.

Espero por ti deste lado.

Becoming You

Um processo de alinhamento interno para descobrires os teus Core Values, e começares a viver a partir deles.

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