"A Cor que Falta"
Já estás aqui.
Permite-te ouvir com calma...
Versão em Texto
"A Cor que Falta"
Este não é um exercício para fazeres “bem”.
Não é uma meditação.
E não precisas de estar num estado especial.
Só precisas de alguns minutos contigo.
Talvez tenhas chegado aqui porque algo no episódio te tocou.
Um detalhe, uma frase, uma sensação de reconhecimento.
Talvez porque a tua vida tem estado cheia —
e, ainda assim, sentes que falta qualquer coisa.
Não algo concreto.
Mas algo teu.
Hoje vamos chamar a esse sentimento a cor que falta.
Não como um problema.
Mas como um sinal.
A Cor que Falta representa aquilo que não tem sido urgente,
mas que era importante para ti.
É o que te nutre,
mas que muitas vezes fica para depois
e, tantas vezes, acaba por nem acontecer.
Há algo importante aqui, nesta cor que falta.
E vamos agora senti-lo juntas.
Se em algum momento não souberes o que escrever, pára.
E continua mais tarde.
Antes de escreveres...
Se puderes, pega agora no teu caderno e na caneta.
E, seguindo a minha voz, começa — sem pensar demais.
Escrever aqui não é “explicar a tua vida”.
É só abrir espaço para ouvires o que já está aí.
1. Onde sinto que tem faltado a minha cor na minha vida, ultimamente?
O que representaria essa cor?
Escreve o que vier.
Mesmo que pareça demasiado simples.
Mesmo que pareça estranho.
Talvez seja descanso.
Talvez seja tempo sozinha.
Talvez seja espaço para a tua criatividade.
Ou talvez algo que ainda não sabes nomear.
Tudo isso é válido.
2. Em que momento comecei a adiar ou a substituir essa cor?
O que aconteceu?
O que — ou quem — passou a ocupar o lugar dela?
Aqui não é para te culpares.
É apenas para ganhares clareza.
3. O que essa cor despertaria em mim se voltasse a existir com mais espaço?
O que mudaria?
Como é que eu me sentiria?
No corpo.
No humor.
Na energia.
Na forma como vivo.
Só de imaginar, talvez sintas saudade.
Talvez sintas esperança.
Tudo é válido.
Tudo é absolutamente bem-vindo.
Para aprofundar (se fizer sentido)
4. O que é que hoje me impede de dar espaço a essa cor?
É falta de tempo?
É cansaço?
É o hábito de me colocar sempre para depois?
Escreve sem te editares.
E, se quiseres fechar com a suavidade que mereces:
5. Qual seria um primeiro gesto pequeno, real e possível
para voltares a ter essa tua cor
na tua agenda e na tua vida?
Pequeno mesmo.
Algo que caiba na tua vida agora.
Algo que não dependa de uma versão perfeita de ti.
Quando terminares, lê o que escreveste.
Com calma.
Como quem escuta alguém importante — porque és.
E lembra-te:
parar para observar já é um gesto de regresso
e de imenso amor-próprio.
Há algo importante aqui.
E hoje, tu tiveste coragem de ficar.
Este exercício não termina aqui.
Ele apenas abre uma escuta.
Algumas coisas vão assentar mais tarde.
Outras podem precisar de tempo.
E está tudo bem assim.
Com amor,
Tânia
Se este exercício te ajudou a parar e a perceber o que pode estar a faltar, o Notes to Self é o espaço para continuares essa escuta, com tempo, cuidado e acompanhamento.
Sem pressa. Sem performance.
Com absoluta presença.
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